25/07/2011

Cap.36_A Aterrizagem da ficha Brasil

Eu tinha acabado de chegar no Brasil. Deitei na cama exausta depois de quase 20 horas de viagem, dois aviões, esperas, dá um peito, dá outro peito e umas 10 fraldas sujas. O cheiro de feijão temperando no alho entrando pelas narinas. Mamãe mandando brasa no fogão e a dor nas costas confundindo minhas emoções. Mal conseguia me mover. Minha cunhada e muito amiga desde infância chegou e deitou suas mãos abençoadas de massagista profissional nas minhas costas. Pra cima, pra baixo. Forte, fraco. Repuxado, esticado, encolhido. Ritmado, leve, fundo, denso... gostooooso.
Acabada a sessão, virei o corpo agradecida:
– Minha linda, que delícia. Muito obrigada. Quanto eu te devo? – E já fui catando a carteira. Num primeiro momento ela ficou meio atordoada mas depois falou claro e firme:
– Vai tomar no cu!
Choquei.  
– O quê?
– Vai tomar no cu, mulher, que pagar o quê! – Fiquei meio sem graça e depois relaxei: Ah, chegueil! Wellcome home, Lina. Aterrizei na minha terra, aonde pessoas amigas te mandam tomar no cu por cortesia e amor.