
Passando pelo pátio do MQ, de repente Thadeuzinho grita: -“Sai daí mamãe por quê a casa tá caindo!” E apontou para cima, puxando a gente na diração oposta. Tranqulizei o guri. -“Ah, me filho, isto não está caindo não! É uma escultura do Erwin Wurm...”
-”Quem? Wurm? (=Minhoca). Nossa, maaaãe, então ele tem minhoca no nome e na cabeça também, né?
E no meio deste mundo lindo e galmoroso, achei engraçado ver a bolsinha de chapinha de cerveja pendurada na loja chiquérrima do museu. Das favelas, ela deve ter passado pelas areias de Copacabana e, descoberta por algum artista, veio parar aqui em Viena. Ela reinava na frente de Livros sobre Matisse, passando por cima de Lomos, IDs e Visionaire. Tava toda orgulhosa, bonitona como se quisesse me dizer: “Nascí pobre, virei chique”Anoiteceu e fomos tomar um Kinderpunsch nos quiosques que montaram no pátio. As construções parecem casas de Esquimó mas na verdade são feitos de módulos que no verão se transformam em grandes sofás espalhados pelo pátio.




Última foto: Lisi Gradnitzer
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